quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ÚLTIMA FALA DE LUTHER KING, NA VÉSPERA DO SEU ASSASSINATO


O Pastor Martin Luther King Jr, líder da luta pelos direitos civis dos negros norte-americanos, como Moisés, viu a Terra Prometida, mas não pôde nela entrar. Esta fala foi proferida na véspera do seu assassinato, em 1968, quando ia participar de um protesto de apoio a uma greve de lixeiros. A fé de King, é a fé que realiza. Nunca ofereceu a seus rebanhos prosperidade ou milagre, ofereceu esperança e luta. Inspiração para que não deixemos passar dia algum sem cumprir ao menos um passo em nossa caminhada de ser sal e luz.


A BARBA AMARELA DO IMPERADOR


Denilson Cardoso de Araújo

Não há Carnaval que justifique. Não há carência de recursos públicos que autorize. Não há confusão administrativa que torne aceitável. Não há miopia política que tanto autorize. Não há povo mal educado que a esse ponto desculpe a omissão. Nada faz possível relevar a depredação que após tomar conta das ruas da Cidade Imperial, emporcalhando monumentos, obelisco, escolas, ruas, postes, orelhões, estátuas, muros, casas tombadas, casas ruindo, ruínas preciosas, escalou a estátua do imperador cravada no centro da cidade, e vandalizou-a com tinta amarela.
Talvez seja coisa de petropolitano não aqui residente por 30 anos, e que agora estabelecido percorre as ruas diariamente e se espanta com a decadência dos equipamentos urbanos. É “de Pedro” a cidade. Pedro, pedra, alicerce. Serviu para o Evangelho. Tu és Pedro, “sobre esta pedra...”, disse Jesus. Embora haja interpretações divergentes, e eu compartilho a que vê no dito o simbolismo da fé pétrea do apóstolo, o fato é que, em torno da figura de Pedro se ergueu o vestíbulo do cristianismo. Petró-polis. Tu és Pedro, Imperador. Sobre esta pedra se ergueu uma cidade, como a fez Koeller.
Saindo daqui e nômade em 30 anos por outras paragens, pude notar certas vaidades que cultivamos intra-muros e que soavam mal a quem observava de fora. Nobrezas envelhecidas, títulos de pompa e sem circunstância nos fizeram assim. Talvez uma ponta de arrogância, aqui e ali, quem sabe. Coisas de cidade que perdeu o porte que o Império lhe dava e que resistia à possível decadência. Não condeno. Coisas de cidade que, em República, era adolescente e carecia se reinventar. Acho que em algum momento se chega ao equilíbrio.
E era mesmo impossível não se maravilhar e inchar o peito, num matinal domingo em sol de ouro e céu azul, com a luz rebatendo nos vitrais da Catedral, correndo pelos rios, encarapitando-se nos castelos e mansões, deslizando pelas encostas e indo brincar nos jardins do Museu. Daí, a humildade passa a ser difícil exercício.
E o que dizer das Academias Petropolitanas, de Letras, de Poesia, de Educação, com seus tantos luminares? Que dizer de Cláudio de Souza e sua Casa ora recuperada? Que dizer de Raul de Leoni, e dos muitos intelectos, como Zweig, Érico, Dante Milano, Jorge Amado, Vinícius, que aqui buscaram letras para suas obras e luz para suas letras? Que dizer dos trovadores e poetas, como Roberto Francisco e Carolina de Castro, que extrapolaram fronteiras com a precisão de seus versos? Que dizer de cidade onde hoje pontificam (e citarei alguns, apenas, na certeza de ser injusto com tantos outros aos quais rogo desculpas...) Fernando Py, Fernando Magno, Ataualpa Filho, Fernando Costa, Sylvio Adalberto, Carmem Felicceti, Gustavo Wider, Gerson Valle, Christiane Michelin, Joaquim Santos, Vera Abad?
Que dizer de uma cidade que teve nas famílias Chaves e Aguiar de Reynaldo, Mariazinha, Wolney e Ernani esteio que celebrou a música deixando legados como a Banda Marcial do D. Pedro II, o Coral Municipal, a Escola de Música Santa Cecília? E falando em música, que dizer de uma cidade onde nasceu Guerra-Peixe? Onde há Canarinhos e Princesas, rouxinóis todos? Onde atuou Joar Gelli, Célio Barbosa, onde Marco Aurêh labora? Onde o Grupo Taruíra encanta? Onde o Coral Celebrai, da Segunda Igreja Batista, inspira? Onde encantaram pelas igrejas evangélicas os violinos de Henrique Carnevalli e do Pr. Nilson Dimárzio?
Que dizer de uma cidade de educadores como Dinizar de Araújo, Maurício Cardoso de Mello, Josemar Contage, Ernani Pinto Ferreira, Josemar Contage, Frei Mozer, e tantos outros? Uma cidade de cujos bancos acadêmicos saíram tantos juristas e Desembargadores?
São compreensíveis, portanto, as causas de nosso orgulho, que pode ter deslizado à vaidade. E o problema do vaidoso que não se humilda (se torna humilde), é não escapar à arrogância. Fatalmente acaba humilhado, exposto, envergonhado. E o fato é que, assim como a casa suja e mal cuidada frequentemente demonstra, mais do que penúria material da família, a certeza da penúria moral da sua alma, uma cidade suja e de prédios mal cuidados põe na sua pele as erupções e escaras de mazelas que lhe correm as entranhas. Nem se diga que descuro questões sociais e a pobreza do nosso povo. Pois se assim se cuida do Imperador, quanto não padecem os pobres, pelos subúrbios e encostas? E tenho visto que muito padecem.
Humilha-nos o estado da Casa do Barão de Mauá, do Obelisco e de outros monumentos, e determinam: graves são nossas mazelas. Mais emblemático do que tudo, entretanto, é o desleixo com o vandalismo à estátua de Pedro II. Após pichações que se sucederam e envelheceram sobre a fuligem incrustada e a urina dos cães que a manchou, veio agora o desrespeito-mor. O amarelo entornado em sua cabeça e barba. Já me disseram de turistas que sobem ao colo do monumento para bater fotos. A não ser que a explodam, não falta mais nada.
No Rio existe a cerimônia de lavagem da estátua de Tiradentes, em frente à ALERJ, que gerações sucessivas de alunos praticaram, como ato de civismo. A estátua de Pedro II devia merecer algo parecido. Um rodízio de escolas para esse cuidado, não faria mal aos alunos, faria bem à estátua, e talvez ajudasse a evitar que fosse assim vandalizada.
Um dia perdemos as hortênsias que nos forneceram saudoso codinome. Dizem-me que foram transplantadas para Caxias do Sul, onde fazem sucesso. Se não queremos honrar o legado deste maior brasileiro que foi Pedro II, consolidador de uma nação, que proponhamos a mudança da centenária estátua para dentro do Museu Imperial ou para o Palácio de São Cristóvão. E que se altere o nome da cidade, então. Se em nós seca o orgulho da nossa bela herança, que adotemos de vez o mais adequado nome de... Córrego Seco.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

ATIRADOR DA ESCOLA DE OHIO SOFRIA BULLYING



28/02/2012 19h19 - Atualizado em 28/02/2012 19h24

Suspeito de ataque em escola de Ohio atirou a esmo, diz promotor

Estudante entrou atirando em refeitório, matou três e feriu dois em Chardon. À tribunal, ele disse ter atirado aleatoriamente contra colegas, diz promotor.

(...)Identificado como T. J. Lane, o jovem compareceu na tarde desta terça a sua primeira audiência num tribunal do Condado de Geauga. Ele está mantido preso enquanto aguarda a acusação formal. O depoimento foi fechado à imprensa.

(...) Os colegas descreveram Lane como um "marginalizado" que era vítima de perseguição por parte de outros colegas e disseram que havia publicado advertências no Twitter e mensagens alarmantes no Facebook. (...)


Veja completa em:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/02/suspeito-de-ataque-em-escola-de-ohio-atirou-esmo-diz-promotor.html

Aluna de 10 anos morre após briga 'por causa de garoto' nos EUA


Repito, insisto, proclamo, reclamo, persisto: NECESSÁRIO CUIDAR DAS ESCOLAS! Lá está a sociedade de amanhã. E o quadro que se anuncia não é bom. Que famílias se reconstruam. Que a mídia abusiva e ilegal seja controlada. Que os professores sejam dignificados. E que os estudantes sejam acordados para que vejam o abismo.

Segue a notícia do G1

(...)

28/02/2012 05h24 - Atualizado em 28/02/2012 06h37

Aluna de 10 anos morre após briga 'por  causa de garoto' nos EUA

Sem nenhum ferimento aparente, jovem passou mal e perdeu a consciência depois do choque.

Uma menina de dez anos de Long Beach, Califórnia (Estados Unidos), morreu após uma briga com uma colega de escola da mesma idade, na última sexta-feira (24). A polícia ainda investiga as causas da morte e da disputa entre as duas garotas, mas testemunhas ouvidas pela imprensa local dizem que a briga foi por causa de um garoto.

O caso foi classificado nesta segunda-feira (27) como um homicídio, causado por um "forte trauma" na cabeça da vítima. Joanna Ramos, 10, e sua colega brigaram após as  aulas de sexta-feira à tarde. (...)

-.-

- Veja completa em - http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/02/aluna-de-10-anos-morre-apos-briga-por-causa-da-garoto-nos-eua.html

ANIME-SE! VEJA/OUÇA ESTA MÚSICA!

Um dos encontros musicais mais lindos, pela espontaneidade e alegria. 
Cassiane! Com Marisa Monte, Zizi e mais umas duas, das melhores cantoras do Brasil!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Abaixo-assinado Urgente

Amigos(as), Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online: «Youssef Nadarkhani - Convertido ao cristianismo é condenado à morte no Irã!

» http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N21246  Pessoalmente, concordo com este abaixo-assinado e acho que você também pode concordar. Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos.Obrigado,  Denilson Cardoso de Araújo

BUNKER ROY e a UNIVERSIDADE DOS PÉS DESCALÇOS - - A TRANSCRIÇÃO DA PALESTRA DO POST ANTERIOR BUNKER ROY - A TRANSCRIÇÃO DA PALESTRA DO POST ANTERIOR


Assim, em 1965, fui para a que foi chamada a pior crise de fome de Bihar, na Índia, e vi fome, morte, pessoas a morrer de fome, pela primeira vez. Isso mudou a minha vida.Voltei para casa, disse à minha mãe: "Gostaria de viver e trabalhar numa aldeia." A minha mãe entrou em coma. (Risos) "O que é isto? O mundo inteiro está ao teu dispor, os melhores empregos estão ao teu dispor, e tu queres ir trabalhar numa aldeia? Quero dizer, há alguma coisa errada contigo?" Eu disse: "Não, tive a melhor educação possível.Isso fez-me pensar. E queria retribuir alguma coisa à minha maneira." "O que queres fazer numa aldeia? Sem emprego, sem dinheiro, sem segurança, sem perspectivas." Eu disse: "Quero viver e cavar poços durante cinco anos." "Cavar poços durante cinco anos?Tu frequentaste a escola e a faculdade mais caras da Índia e queres cavar poços durante cinco anos?" Ela deixou de me falar durante muito tempo, porque achava que eu tinha deixado ficar mal a minha família.
Mas, então, descobri os mais extraordinários conhecimentos e habilidades que as pessoas muito pobres têm, que nunca são trazidos ao conhecimento público -- que nunca são identificados, respeitados, aplicados em larga escala. E pensei fundar uma Universidade de Pés-Descalços -- uma universidade só para os pobres. O que os pobres considerassem ser importante seria reflectido na universidade. Fui a uma aldeia pela primeira vez. Os anciãos vieram ter comigo e disseram: " Estás a fugir da polícia?"Eu disse: "Não." (Risos) "Ficaste reprovado no teu exame?" Eu disse: "Não." "Não conseguiste um cargo público?". Eu disse: "Não." "O que é que estás aqui a fazer?Porquê que estás aqui? O sistema de educação na Índia aponta-te Paris, Nova Deli e Zurique; o que estás a fazer nesta aldeia? Há alguma coisa errada contigo que não nos estejas a contar?" Eu disse: "Não, eu quero realmente fundar uma universidade só para os pobres." O que os pobres achassem que era importante seria reflectido na universidade.
Portanto, a universidade funciona segundo os estilos de vida e de trabalho de Mahatma Gandhi. Come-se no chão, dorme-se no chão, trabalha-se no chão. Não há contratos, não há contratos escritos. Podem ficar comigo 20 anos, ou partir amanhã. E ninguém pode receber mais de 100 dólares por mês. Quem vier pelo dinheiro, não entra na Universidade dos Pés-Descalços. Quem vier pelo trabalho e pelo desafio, entra para a Universidade dos Pés-Descalços. Lá queremos que se tentem criar ideias malucas.Qualquer ideia que tenha, venha experimentá-la. Não faz mal se falhar. Maltratado, ferido, começará de novo. É a única universidade onde o professor é o aprendiz e o aprendiz é o professor. E é a única universidade onde não é conferido certificado. É-se certificado pela comunidade que se serve. Não é necessário um papel para pendurar na paredepara mostrar que se é engenheiro.
Portanto, quando eu disse isto, eles disseram: "Bom, mostre-nos o que for possível. O que está a fazer? É tudo conversa fiada se não for capaz de nos mostrar isso no terreno."Então, construímos a primeira Universidade dos Pés-Descalços em 1986. Foi construída por 12 arquitectos Pés-Descalços que não sabem ler, nem escrever,construída por 1,50 dólares o metro quadrado. 150 pessoas viveram ali, trabalharam ali.Receberam o Prémio Aga Khan para a Arquitectura em 2002. Mas depois desconfiou-se, achou-se que havia um arquitecto por detrás. Eu disse: "Sim, eles fizeram as plantas,mas os arquitectos Pés-Descalços realmente construíram a universidade." Na verdade, fomos os únicos a devolver o prémio de 50.000 dólares, porque não acreditaram em nós, e nós pensámos que eles estavam, verdadeiramente, a insultar os arquitectos Pés-Descalços de Tilonia.
De cinco em cinco anos temos uma eleição. As crianças entre os 6 e os 14 anosparticipam num processo democrático, e elegem um primeiro-ministro. A primeira-ministra tem 12 anos. De manhã, toma conta de 20 cabras, mas à noite é primeira-ministra. Tem um governo, um ministro da educação, um ministro da energia, um ministro da saúde. E eles efectivamente acompanham e supervisionam 150 escolas com 7.000 crianças. Ela recebeu o Prémio das Crianças do Mundo há 5 anos, e foi à Suécia. Pela primeira vez saiu da sua aldeia. Nunca tinha visto a Suécia. Não estava nada deslumbrada com o que estava a acontecer. E a Rainha da Suécia, que está ali, virou-se para mim e disse, "Pode perguntar a esta criança onde foi ela buscar tanta autoconfiança? Ela só tem 12 anos, e não está deslumbrada com nada." E a rapariga, que está à sua esquerda, virou-se para mim e olhou para a rainha directamente nos olhos e disse, "Por favor, diga-lhe que sou a primeira-ministra."
Fomos a África, e fizemos a mesma coisa. Todas estas mulheres sentadas à mesma mesa, vindas de 8, 9 países, todas a conversar entre si, não compreendendo uma palavra, porque estão todas a falar línguas diferentes. Mas a sua linguagem corporal é extraordinária. Estão a falar entre si e, na verdade, a tornar-se engenheiras solares. Fui à Serra Leoa, e aconteceu um ministro ir a guiar, pela calada da noite -- atravessa uma aldeia. Volta para trás, vai à aldeia e diz: "Bom, o que é que se passa?" Eles disseram: "Estas duas avós..." "Avós?" O ministro não podia acreditar no que estava a acontecer."Onde é que elas foram?" "Foram à Índia e voltaram." Foi directo ao presidente. Disse: "Sabe que há uma aldeia electrificada com energia solar na Serra Leoa?" Ele disse: "Não." Metade do governo foi visitar as avós no dia seguinte. "Como é que isto aconteceu?" Então, ele chamou-me e disse: "Pode treinar-me 150 avós?" Eu disse: "Não posso, Senhor Presidente. Mas elas treinam. As avós treinam." Assim, ele construiu-me o primeiro centro de treino Pés-Descalços na Serra Leoa. E 150 avós foram treinadas na Serra Leoa.
Gambia: fomos à Gambia seleccionar uma avó. Fomos a uma aldeia. Eu sabia que mulher gostaria de levar. A comunidade reuniu-se e disse: "Leve estas duas mulheres."Eu disse: "Não, quero levar esta mulher." Eles disseram: "Porquê? Ela não conhece a língua. Você não a conhece." Eu disse: "Gosto da linguagem corporal. Gosto da maneira como ela fala." "Tem um marido difícil; não é possível." "Chamem o marido." O marido veio, fanfarrão, político, de telemóvel na mão. "Não é possível." "Porque não?" "A mulher, veja como ela é bonita." Eu disse: "Sim, ela é muito bonita." "O que acontece se ela foge com um indiano?" Era esse o seu maior medo. Eu disse: "Ela estará feliz. Ligar-lhe-á pelo telemóvel." Ela foi como uma avó e regressou como um tigre. Desceu do avião e falou aos jornalistas como se fosse uma veterana. Lidou com a comunicação social nacional e tornou-se uma estrela. E quando voltei, seis meses mais tarde, disse: "Onde está o teu marido?" "Ah, anda por aí. Não interessa." (Risos) Uma história de sucesso.

Extraído de - http://www.ted.com/talks/lang/pt/bunker_roy.html