quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

MOAI POCOTÓ E MOAI MELANCIA


MOAI POCOTÓ E MOAI MELANCIA

Denilson Cardoso de Araújo

            Em Rapa Nui, a Ilha de Páscoa, se ergueram centenas de “moais”. Colossais estátuas tribais que hoje rendem turistas ao Chile. Mistérios cercam a função ritual ou cósmica dessas esculturas. A tecnologia empregada para transporte dos monumentos de até 20 metros e 20 toneladas, por cerca de 15 quilômetros, gera todo tipo de teoria ufóloga e “esquisitóloga”.
            Mas reina a tese da devastação das florestas, para que os troncos dessem mecanismos de transporte às megaesculturas. A destruição do ecossistema levou à drástica carência de alimentos. A decadência total provocou o vil canibalismo e violenta redução populacional. Quando europeus aportaram ali seus descobrimentos, havia gatos pingados. Os não dizimados pelas doenças e pragas dos navios, escravos viraram.
            Rapa Nui, obviamente, não conheceu sucesso. Mas, certamente, “sábios” de então, vendo a glória dos grandiosos moais apontados ao mar, exortavam o incauto povo a seguir naquela trilha de “progresso”, pois certo é que realizavam façanha. Suicida, não sabiam que era. Faltou visão sistêmica.
            A civilização brasileira, se assim a podemos chamar, piora sem que um dia tenha efetivamente melhorado. Levados pelos “sábios”, copiando modismos globalizados, construímos “moais” em ritmo mais acelerado que obras da Copa. Monumentos de precipitação, insanidade e paternalismo indevido, lastreados em teorias duvidosas, supostamente progressistas. Com eles admitimos vergonhas como progressos, quando estamos em involução. A falta de visão sistêmica atende egoísmos sem ver os danos gerais.
            O moai da aceitação de qualquer porcaria como manifestação cultural, deu no rebaixamento de padrões que permite gritos de Pocotó e gemidos de Melancia como parâmetros de “música” e comportamento. Jovens assim estouram tímpanos e freios morais. São adestrados no sexo precoce. Experimentam perigosas modas eróticas e modos pornográficos. Dão em gerações de filhos do “bonde” (pegação coreográfico-sexual de baile funk). Só um passo até aos abusos sexuais, ao vivo na TV, como no atual BBB. Depois não sabemos porque se foram, florestas da civilidade e rosais do respeito familiar.
            Mas o moai do “politicamente correto” tenta inibir a crítica desse rebaixamento. Abusa do senso de culpa do homem contemporâneo e da sua vontade de ser bacaninha e moderno. Visando a combater preconceitos, se torna preconceito novo e ditadura-mor, que amarra senso comum e valores de família a inaceitável pelourinho moral. Silencia-se a maioria ingênua em favor, não de direitos, mas de autoritárias imposições de minorias. Não queremos homossexuais maltratados, mas não queremos homossexuais maltratando. Não percebem que começam a oprimir.
            Exemplo disso é o moai da insistente e orquestrada propaganda do comportamento homossexual - que é exceção - como desejável padrão de alta nobreza. Além da campanha global, Ministro do STF chegou a proclamar superioridade do amor gay, exatamente porque não visa a procriar! Um equívoco desses dá irresponsáveis estímulos à precocidade de opção, na idade de já grande confusão sexual da pré-adolescência. Na Europa há crianças que, independente da constituição biológica, são criadas “sem gênero”. Para que possam optar “livremente” por “suas” preferências sexuais! Nessa confusão, já se fizeram operações de troca de sexo de recém-púberes em fomentada “crise de identidade”.
            E ai de mim, que o parágrafo anterior já poderia ser alvejado pelo moai da PL 122, que pretende criminalizar reparos ao comportamento e propaganda homossexual. Concedem-se privilégios, inclusive o de carnavalescas passeatas de ritual pornográfico, com escandalosos “beijaços” e “esfregaços” (exageros que incomodam até mesmo lúcidos homossexuais), que não seriam aceitos se fossem eventos heterossexuais.
Conseqüência necessária, surge o moai que pretende, no admitir teses de Alfred Kinsey - que agravou criminosamente a concepção freudiana da sexualidade infanto-juvenil - violentar o ECA, nele implementando a violência dos “direitos sexuais da infância e da juventude” (!!!), em claríssima ante-sala de interesse dos pedófilos, inclusive os odiosos turistas do sexo.
 Ah, e o moai da pedofilia! Combatida em dizeres oficiais, é fomentada na prática real, via publicidade e internet. Exercícios de lógica perversa e ardilosa buscam legitimar a pedofilia como contracultura. Constroem partidos (de “Homens que gostam de Meninos”) e teses acadêmicas (contra a “intolerância contra os que amam crianças”, que avaliam que “crianças têm o direito de decidir se desejam sexo com adultos”).
Há outros. O moai do falacioso discurso pró-liberação das drogas; o moai do desvalor da vida que dá aborto, eutanásia e experiência com células-tronco. E um imenso moai do etecétera, que não cabe neste espaço. Sempre ouço a queixa contra a falta de valores da nossa juventude. Na verdade, eles apenas sofrem as conseqüências da derrubada das nossas florestas morais para a construção e transporte desses fabulosos moais da nossa involução. Ainda é permitido criticá-los. Logo, não mais. Na Europa já se prenderam lideres, revoltados contra a educação homossexual nas escolas. Demitiram professores que discordaram da educação sem gênero. Nos EUA discriminam artistas que se manifestam contra o aborto. A voz dos discordantes deve ter sido a primeira a ser apagada em Rapa Nui.
Diplomas legais, julgados do STF, iniciativas de governo, programas de TV, tolerâncias indevidas, estão derrubando amazonas de florestas éticas nesse Brasil Rapa Nui. Estamos já ficando desertos. Canibalismos ocorrem. Pais atiram crianças pela janela. Filhos matam pais. Tudo ao som do bonde de Moai Pocotó e Moai Melancia.

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