MOAI POCOTÓ
E MOAI MELANCIA
Denilson Cardoso de Araújo
Mas
reina a tese da devastação das florestas, para que os troncos dessem mecanismos
de transporte às megaesculturas. A destruição do ecossistema levou à drástica carência
de alimentos. A decadência total provocou o vil canibalismo e violenta redução
populacional. Quando europeus aportaram ali seus descobrimentos, havia gatos
pingados. Os não dizimados pelas doenças e pragas dos navios, escravos viraram.
Rapa
Nui, obviamente, não conheceu sucesso. Mas, certamente, “sábios” de então,
vendo a glória dos grandiosos moais apontados ao mar, exortavam o incauto povo
a seguir naquela trilha de “progresso”, pois certo é que realizavam façanha. Suicida,
não sabiam que era. Faltou visão sistêmica.
A
civilização brasileira, se assim a podemos chamar, piora sem que um dia tenha efetivamente
melhorado. Levados pelos “sábios”, copiando modismos globalizados, construímos
“moais” em ritmo mais acelerado que obras da Copa. Monumentos de precipitação,
insanidade e paternalismo indevido, lastreados em teorias duvidosas,
supostamente progressistas. Com eles admitimos vergonhas como progressos,
quando estamos em involução.
A falta de visão sistêmica atende egoísmos sem ver os danos
gerais.
O moai da aceitação de qualquer
porcaria como manifestação cultural, deu no rebaixamento de padrões que permite
gritos de Pocotó e gemidos de Melancia como parâmetros de “música” e comportamento.
Jovens assim estouram tímpanos e freios morais. São adestrados no sexo precoce.
Experimentam perigosas modas eróticas e modos pornográficos. Dão em gerações de
filhos do “bonde” (pegação coreográfico-sexual de baile funk). Só um passo até aos
abusos sexuais, ao vivo na TV, como no atual BBB. Depois não sabemos porque se
foram, florestas da civilidade e rosais do respeito familiar.
Mas
o moai do “politicamente correto” tenta inibir a crítica desse rebaixamento. Abusa
do senso de culpa do homem contemporâneo e da sua vontade de ser bacaninha e
moderno. Visando a combater preconceitos, se torna preconceito novo e ditadura-mor,
que amarra senso comum e valores de família a inaceitável pelourinho moral. Silencia-se
a maioria ingênua em favor, não de direitos, mas de autoritárias imposições de minorias.
Não queremos homossexuais maltratados, mas não queremos homossexuais
maltratando. Não percebem que começam a oprimir.
Exemplo
disso é o moai da insistente e orquestrada propaganda do comportamento
homossexual - que é exceção - como desejável padrão de alta nobreza. Além da
campanha global, Ministro do STF chegou a proclamar superioridade do amor gay,
exatamente porque não visa a procriar! Um equívoco desses dá irresponsáveis estímulos
à precocidade de opção, na idade de já grande confusão sexual da
pré-adolescência. Na Europa há crianças que, independente da constituição
biológica, são criadas “sem gênero”. Para que possam optar “livremente” por “suas”
preferências sexuais! Nessa confusão, já se fizeram operações de troca de sexo de
recém-púberes em fomentada “crise de identidade”.
E
ai de mim, que o parágrafo anterior já poderia ser alvejado pelo moai da PL
122, que pretende criminalizar reparos ao comportamento e propaganda homossexual.
Concedem-se privilégios, inclusive o de carnavalescas passeatas de ritual
pornográfico, com escandalosos “beijaços” e “esfregaços” (exageros que
incomodam até mesmo lúcidos homossexuais), que não seriam aceitos se fossem eventos
heterossexuais.
Conseqüência necessária, surge o moai que
pretende, no admitir teses de Alfred Kinsey - que agravou criminosamente a
concepção freudiana da sexualidade infanto-juvenil - violentar o ECA, nele
implementando a violência dos “direitos sexuais da infância e da juventude”
(!!!), em claríssima ante-sala de interesse dos pedófilos, inclusive os odiosos
turistas do sexo.
Ah, e o moai da pedofilia! Combatida em
dizeres oficiais, é fomentada na prática real, via publicidade e internet. Exercícios
de lógica perversa e ardilosa buscam legitimar a pedofilia como contracultura. Constroem
partidos (de “Homens que gostam de Meninos”) e teses acadêmicas (contra a “intolerância
contra os que amam crianças”, que avaliam que “crianças têm o direito de
decidir se desejam sexo com adultos”).
Há outros. O moai do falacioso
discurso pró-liberação das drogas; o moai do desvalor da vida que dá aborto, eutanásia
e experiência com células-tronco. E um imenso moai do etecétera, que não cabe
neste espaço. Sempre ouço a queixa contra a falta de valores da nossa
juventude. Na verdade, eles apenas sofrem as conseqüências da derrubada das
nossas florestas morais para a construção e transporte desses fabulosos moais
da nossa involução. Ainda é permitido criticá-los. Logo, não mais. Na Europa já
se prenderam lideres, revoltados contra a educação homossexual nas escolas.
Demitiram professores que discordaram da educação sem gênero. Nos EUA discriminam
artistas que se manifestam contra o aborto. A voz dos discordantes deve ter
sido a primeira a ser apagada em
Rapa Nui.
Diplomas legais, julgados do STF,
iniciativas de governo, programas de TV, tolerâncias indevidas, estão
derrubando amazonas de florestas éticas nesse Brasil Rapa Nui. Estamos já
ficando desertos. Canibalismos ocorrem. Pais atiram crianças pela janela.
Filhos matam pais. Tudo ao som do bonde de Moai Pocotó e Moai Melancia.

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