terça-feira, 11 de outubro de 2011

DEVOLVAM O GRAMADO À CIDADE DE PETRÓPOLIS!

        Estou morando em Petrópolis novamente.
    Escandalizado com o gramado em frente à Câmara (foto) ter sido liberado para acesso geral e irresponsável, comecei uma campanha solitária pelo fechamento do gramado.
     Ali, onde antes era muito corretamente 'proibido pisar na grama', acontecem agora ilicitudes as mais diversas. Estudantes matam aula. Turbas de adolescentes fazem piquenique regado a bebida alcoólica. Maconheiros sentam em torno da águia, impunemente enfumaçando o monumento com sua maresia. Nas beiradas do gramado, ao entardecer, namoros escandalosos, com casais (homo e hetero) transando, são vistos por todos.
     E autoridades não tomam posição.
     Urgente que algo seja feito.
    Fiz 40 palestras em 20 dias. Uma maratona, pelas escolas de Petrópolis. E sempre afirmei que aquele gramado, liberado irresponsavelmente para jovens e suas ilicitudes, é um símbolo nefasto de como a cidade está cuidando mal de suas crianças e adolescentes.
    Além de ser um local tombado que está sendo danificado, é também um centro de poder. Afinal, o entorno do gramado, além do palácio amarelo, da Câmara de Vereadores, tem, de um um lado (à direita da foto), a Secretaria de Cultura, com o Centro de Cultura Raul de Leoni, e, à esquerda, a Secretaria de Educação. Em conversa ontem com a Subsecretária, pedi que ela entrasse nessa campanha. Afinal, não ajuda ao Projeto Escola da Paz, que estamos tentando realizar  (VIJI-Petrópolis e Secretaria de Educação), a má pedagogia da falta de limites quanto a este próprio municipal. Hoje soube que ocorreram reuniões, com a Guarda, a PM, a Secr de Cultura, mas ainda há hesitações inexplicáveis em tomar a atitude que a situação pede.
    Foram muitos os relatos que me chegaram de menores embriagados, que não conseguiam se levantar, sendo recolhidos por pais aflitos, somente após chamados dos próprios colegas apavorados com o susto.
    É imperativo, de imediato, fechar o gramado e passar a recolher ao Conselho Tutelar os jovens que se expõem a situações de risco, convocando (e processando, se for o caso,) seus familiares, como determina o ECA.

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