
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
PRESÉPIO - poema constante de "Alegria de Boa Lavra"

terça-feira, 21 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
ALEGRIA DE BOA LAVRA - Obrigado!

Agradeço muito a todos que prestigiaram as tarde/noite de autógrafos do meu novo livro. Livro é um filho. Este, de gestação demorada. Assim, ir ao lançamento é como ir visitar o bebê na maternidade. Coloquei sapatinhos na porta. Distribuí lembrancinhas. Estávamos prosas, eu e minha amada.
E muitos bons amigos apareceram lá na Livraria Impressões em Petrópolis, e no SESC Teresópolis. Bacana a leitura de textos, o ambiente, a comida, a música, alegria. De boa lavra, certamente.
Aliás, o nome já deu confusão. Muita gente achou e anunciou o livro como "Algeria de Boa Palavra". Mas é de "Boa Lavra" mesmo. E lavra, aqui pode ter o significado que vc quiser (lavra de minério, lavra de lavoura, lavra de escritura, o que for). Importante é prevalecer o sentido de"boa origem", bom berço, legitimidade. Esta, a minha alegria com essa obra.
Obrigado por permitir-me reparti-la com vc. O livro está aí, nas Livrarias de Petrópolis (Impressões e Vozes) e Teresópolis (Clube Cultural e Littera). Semana que vem estará na Palabrador, de Três Rios, e Da Vinci, no Rio. Está nos sítios na internet, da Editora All Print e da Livraria Martins Fontes. Em breve, na Nobel, Saraiva e outras.
Segue abaixo o poema que dá nome ao livro:
ALEGRIA DE BOA LAVRA
Alegria de boa lavra
principia branda.
Como a fina ruga em
mar de abismo,
que propicia a onda.
Boa safra de alegria
principia é mansa.
Qual faísca miúda
em lenha seca,
quando o estalo
profetiza a chama.
Alegria de boa bica
principia em gota.
Como a aurora
em breu da noite, cora
em sangues
sua boca lâmpada.
Berço airoso à alegria
principia em ovo.
Como novo riso
em névoa inscreve
que habita a boca.
Alegria de boa estirpe
principia é broto.
Assim, a estrela em que
a primavera faz-se estreia.
Humo sigilo roto
tira à muda em toco
o arco-íris pétala que
acarreta à terra gozos.
Desconfiado é que vejo
insolente alegria que, ainda soleira,
extremada ou bastante
se promete salão e palácio anuncia.
Não há rumorosa cascata
que origem não tenha
em paciência de pingo.
Nem gargalhada existente
que antes não tenha,
um pouco Gioconda em recatos,
se feito a partir do hesitante sorriso.
*.*